AI e UX as a Service: orientações para uma contratação eficaz

AI e UX as a Service: orientações para uma contratação eficaz

Confira a entrevista com o especialista Eraldo Santos, formado em Gestão da Tecnologia da Informação e em Contabilidade, com mais de 18 anos de atuação profissional em projetos de TI de diferentes indústrias. Eraldo é head de negócios da empresa Tech Ateliê de Software, que atende a grandes clientes em desenvolvimento de softwares e UX, além de contar com especialistas em Inteligência Artificial.

 

O que há em comum entre profissionais especialistas em UX e em IA?

No cenário atual da tecnologia, duas áreas têm se destacado notavelmente: Inteligência Artificial (IA) e User Experience (UX). A crescente demanda por especialistas nessas áreas nos fomentou a busca por entender quais são os atributos comuns entre bons profissionais de IA e UX. 

Quando se fala em habilidades técnicas ou ‘hard skills’, é indiscutível que IA e UX operam em esferas diferentes. A IA lida com algoritmos, aprendizado de máquina, e processamento de dados, enquanto UX concentra-se na experiência do usuário, design de interfaces e pesquisa de comportamento do consumidor. Entretanto, a facilidade de acesso a cursos e capacitações em ambos os campos tornou a aquisição dessas habilidades técnicas mais acessível do que nunca. O mercado está repleto de recursos educacionais, desde cursos online até especializações, permitindo que os interessados desenvolvam essas habilidades de maneira eficiente.

Embora, à primeira vista, pareçam campos de expertise muito distintos, a experiência prática e um olhar mais profundo revelam que ambos os perfis especialistas compartilham habilidades e qualidades fundamentais que transcendem suas competências técnicas específicas. 

Essas habilidades se traduzem pelas Soft Skills, trazendo à mesa o peso dos aspectos relacional e comunicacional. Muitas vezes até mais significativas que as habilidades técnicas na definição de um bom profissional, duas ‘soft skills’ são essenciais para profissionais de IA e UX:

Visão Sistêmica (ou Holística):

Esta habilidade permite aos profissionais enxergar além de suas tarefas imediatas, compreendendo o contexto mais amplo do projeto e da organização. No passado, o foco excessivo em aspectos técnicos específicos limitava a capacidade dos desenvolvedores de entender completamente o impacto de seu trabalho. Hoje, é crucial que profissionais de IA e UX possuam essa visão abrangente, entendendo como suas contribuições se encaixam no quadro geral dos objetivos da empresa.

Habilidade de Comunicação Eficaz:

Não basta apenas ter uma visão holística; os profissionais também devem ser capazes de comunicar suas ideias e percepções de forma clara e assertiva. Isso envolve não apenas a capacidade de falar “de maneira correta”, mas também de expressar-se com clareza, ser direto nos assuntos, e ter a habilidade de se colocar no lugar do cliente ou colega de trabalho. A empatia e a capacidade de manter uma comunicação saudável e produtiva são cruciais para o sucesso de qualquer projeto.

Em resumo, enquanto as hard skills podem ser aprendidas e aprimoradas através de estudos e prática, são as soft skills que realmente diferenciam os profissionais de alto calibre em IA e UX. Essas habilidades interpessoais, como a visão sistêmica e a comunicação eficaz, são fundamentais para que esses profissionais não apenas executem suas tarefas técnicas com excelência, mas também contribuam de maneira significativa para os objetivos mais amplos de suas equipes e organizações.

 

Desafios para desenvolver profissionais especialistas in-house

No ambiente corporativo atual, a busca por profissionais especializados em Inteligência Artificial (IA) e User Experience (UX) para integrar equipes in-house apresenta desafios significativos, que não se limitam apenas à contratação, mas se estendem à gestão, desenvolvimento e manutenção de uma equipe especializada dentro da estrutura de uma empresa.

A Dificuldade na Captação de Profissionais Qualificados

O mercado de tecnologia está extremamente aquecido, resultando em uma demanda por profissionais que excede a oferta disponível. Isso se traduz em uma dificuldade crescente para as empresas na hora de contratar especialistas qualificados em IA e UX. Além disso, a presença marcante de profissionais em início de carreira, embora benéfica em termos de novas ideias e energia, frequentemente carece da experiência necessária para enfrentar desafios complexos que requerem um entendimento profundo e uma bagagem técnica sólida.

Coordenando Grandes Equipes Técnicas

O esforço necessário para coordenar grandes equipes técnicas é outra barreira significativa. Não se trata apenas de gerir desenvolvedores e designers, mas de integrar diferentes departamentos – como teste, RH, finanças – em um esforço coeso. Este desafio se amplia em grandes corporações, onde a coordenação interdepartamental pode levar a um desgaste organizacional e pessoal. A complexidade de gerir uma grande equipe técnica pode, em muitos casos, desviar o foco do objetivo principal do negócio.

Cultura Organizacional e Transformação Digital

Outro ponto crítico é a cultura organizacional. Muitas empresas buscam realizar uma transformação digital, desejando ser mais inovadoras. No entanto, culturas corporativas engessadas e limitadoras podem restringir a criatividade e colaboração, essenciais no desenvolvimento de soluções de IA e UX. Esse ambiente muitas vezes leva as empresas a procurar soluções externas, visando uma “oxigenação” de suas ideias e processos.

Esses desafios ilustram por que muitas empresas optam por terceirizar esses serviços especializados, buscando parceiros externos que possam trazer uma nova perspectiva e expertise ao negócio. A busca por especialistas in-house em IA e UX envolve não só a aquisição de talentos, mas também a gestão eficaz e a integração desses profissionais em uma cultura empresarial que muitas vezes pode ser resistente à mudança. Neste contexto, as empresas precisam pesar os prós e contras de desenvolver equipes internas contra a contratação de serviços externos, sempre alinhando suas escolhas com os objetivos e valores organizacionais.

 

UX e IA “As a Service” – quais os benefícios para os Tech Buyers?

O modelo “As a Service” para especialidades como Inteligência Artificial (IA) e User Experience (UX) oferece uma abordagem flexível e adaptativa. Dentre os benefícios desse modelo em contraste com a abordagem tradicional de alocação full time de profissionais de desenvolvimento de software, destacam-se:

  1. Personalização e Imersão no Negócio: Uma das vantagens mais significativas do modelo “As a Service” é a personalização. Este modelo não é uma solução de “tamanho único”; em vez disso, ele se baseia em uma compreensão profunda das necessidades específicas de cada negócio. Antes de iniciar qualquer projeto, ocorre uma fase de imersão, onde os provedores de serviços buscam entender não apenas os aspectos técnicos, mas também os objetivos de negócios, a estratégia atual da empresa e o contexto do usuário final. Essa abordagem assegura que a solução proposta esteja alinhada com os objetivos estratégicos da empresa e com as necessidades do usuário final.
  2. Flexibilidade no Modelo de Cobrança: Outro benefício chave é a flexibilidade no modelo de cobrança. Em vez de um modelo fixo por hora ou por projeto, “As a Service” oferece estruturas de custo adaptáveis, que podem variar de acordo com as necessidades e evolução do projeto. Isso permite que as empresas ajustem seus investimentos de acordo com as fases do projeto e os resultados desejados, evitando gastos excessivos ou comprometimentos de longo prazo desnecessários.
  3. Colaboração e Inteligência Coletiva: O modelo “As a Service” favorece a colaboração e a inteligência coletiva. A integração de diferentes especialidades – como desenvolvedores, designers UX, especialistas em infraestrutura e profissionais de negócios – enriquece o processo de desenvolvimento. Esta abordagem multidisciplinar garante que todos os aspectos de um projeto, desde a infraestrutura técnica até a experiência do usuário final, sejam considerados e otimizados.
  4. Resposta Ágil às Mudanças: Este modelo também permite uma resposta mais ágil às mudanças. Ao invés de seguir um roteiro rígido, os projetos podem ser adaptados rapidamente conforme novas informações e requisitos surgem. Isso é particularmente benéfico em um ambiente de negócios que está sempre mudando, onde a capacidade de se adaptar rapidamente pode ser a chave para o sucesso.

O modelo “As a Service” para IA e UX oferece uma solução personalizada e flexível, que se alinha com as necessidades específicas de cada empresa. Sua abordagem colaborativa e multidisciplinar, juntamente com a capacidade de adaptação rápida a novos desafios, torna-o uma escolha estratégica para empresas que buscam inovar e evoluir continuamente. Ao adotar este modelo, as empresas podem se beneficiar de uma solução que não apenas atende às suas necessidades atuais, mas também se adapta e cresce com elas ao longo do tempo.

 

Pontos de atenção ao contratar UX e IA no formato As a Service

No modelo “As a Service” para Inteligência Artificial e User Experience, a autoavaliação da empresa é crucial. Antes de contratar tais serviços, é essencial que a empresa compreenda suas próprias necessidades, estratégias e objetivos, estando aberta para permitir uma imersão profunda por parte do prestador de serviços. Este processo envolve desafiar ideias preconcebidas e exige uma disposição para o diálogo aberto e uma comunicação eficaz, fundamental para o sucesso do projeto.

Flexibilidade e tolerância são aspectos chaves no modelo “As a Service”. Diferente das abordagens mais rígidas, este modelo é adaptativo e evolui ao longo do tempo, exigindo das empresas um comprometimento com a comunicação contínua e colaboração. Assim, as empresas devem estar preparadas para ajustar suas expectativas e aceitar um processo de desenvolvimento que pode se alterar conforme o projeto avança.

Entender completamente o que significa contratar UX e IA como um serviço é vital. Este modelo não é segmentado como os tradicionais, mas sim integrado e iterativo, exigindo uma parceria ativa e colaborativa entre a empresa e o prestador de serviço. A abordagem “As a Service” valoriza a customização e o desenvolvimento adaptativo, o que pode requerer uma nova perspectiva e abordagem por parte da empresa contratante.

 

Casos de sucesso – exemplos práticos

Eraldo compartilhou três exemplos de clientes da Ateliê de Software que demonstram o impacto positivo de uma abordagem personalizada e integrada, onde a combinação de UX e IA, juntamente com uma compreensão profunda do contexto do cliente, leva a soluções inovadoras e eficazes. São eles:

Caso Synergia: Resposta a Desastres Ambientais

A empresa multinacional Synergia, especializada em análise de impacto ambiental, enfrentou um desafio significativo com os desastres de Brumadinho e Mariana. Eles possuíam uma solução técnica pré-existente, mas esta não era suficiente para lidar com a escala repentina e massiva do desastre. Nossa equipe foi acionada para uma intervenção rápida, envolvendo especialistas em UX, desenvolvimento de produto e análise de negócios. 

“Realizamos uma imersão profunda, incluindo visitas às comunidades impactadas. O resultado foi uma redução de 50% nos custos de infraestrutura e uma agilização significativa no processamento de dados, diminuindo o tempo de uma semana para apenas quatro horas. Além disso, mitigamos o risco de multas milionárias para a empresa, ao entregar relatórios exigidos pelo Ministério Público em tempo hábil”. comenta Eraldo.

Caso Hospital Oftalmológico: Inovação em Saúde

Outro exemplo notável é o de um dos maiores hospitais oftalmológicos do Brasil. Eles enfrentavam problemas com uma solução técnica padrão de mercado que impactava negativamente o atendimento ao paciente. A equipe do Ateliê desenvolveu uma nova solução do zero, após uma extensa pesquisa de campo e estudos de UX. O resultado foi tão bem-sucedido que o hospital decidiu criar uma spin-off para comercializar a solução desenvolvida, agregando valor significativo à sua negociação com um grupo indiano.

Aplicação de IA em Licitações Públicas

Um caso na área de Inteligência Artificial envolve o maior banco de dados privado de licitações públicas do Brasil. Eles precisavam de uma solução para classificar dados de licitações de maneira eficiente. Foi implementada uma solução de machine learning, que aumentou a receita anual da empresa em 12%. Este caso exemplifica a importância de um modelo “As a Service” adaptado às necessidades específicas do cliente, integrando IA e UX para soluções mais eficientes e éticas.

 

Diferenciais da Ateliê de Software como Tech Seller de Desenvolvimento, UX e IA

A Ateliê de Software se destaca no mercado como um Tech Seller diferenciado de desenvolvimento, UX e IA. A empresa, que nasceu há quase 15 anos, sempre esteve à frente em adotar metodologias ágeis, uma prática que era novidade no Brasil na época. O diferencial da Ateliê não está apenas em seguir metodologias ágeis, mas em ter desenvolvido uma metodologia própria, refinada pela experiência prática e pelos desafios enfrentados. Essa abordagem personalizada permite adaptar o melhor de cada metodologia ao contexto específico de cada cliente. Além disso, a empresa cultiva uma forte cultura técnica, com programas de capacitação interna e onboard, assegurando que todos os profissionais envolvidos nos projetos tenham uma sólida experiência e compreensão das necessidades do cliente.

O “Tech Buyer” ideal para a Ateliê de Software são empresas que buscam não apenas uma solução técnica, mas uma parceria para inovação e desenvolvimento ágil. Isso inclui startups em fase de escala, médias e grandes empresas no Brasil e no exterior, com um histórico particularmente forte no mercado financeiro. A Ateliê de Software atende também empresas de diversos setores, como saúde, mineração e educação, oferecendo soluções personalizadas que vão além do desenvolvimento padrão, focando na entrega de resultados assertivos e na construção de relacionamentos de longo prazo com seus clientes.

 

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Confira a entrevista completa aqui:



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