Inteligência de Dados na Geração de Valor aos Negócios – conceitos básicos, na voz do especialista.

Inteligência de Dados na Geração de Valor aos Negócios – conceitos básicos, na voz do especialista.

Confira a entrevista com o especialista Cezar Santos, executivo fundador e CEO da empresa Tech Seller Infostrategy, que atua com inteligência de dados há mais de 20 anos, tendo passagens por empresas como Keyrus, BRQ, IBM e Fiat.

 

A evolução no uso de dados pelas empresas

O volume de dados no mercado disparou absurdamente nos últimos anos e, quanto mais dados, mais informação se tem. O grande desafio é como organizar essa informação para realmente gerar valor. Afinal, de nada adianta ter um grande volume de dados sem garimpá-los e organizá-los de forma apropriada para gerar insights que tragam soluções, que tragam informações para tomadas de decisões assertivas.

Cezar, fundador e CEO da empresa Tech Seller InfoStrategy, atua há mais de 20 anos na área e tem passagens por empresas como Keyrus e BRQ. Ele conta ter se encantado com a área de dados há algumas décadas, quando iniciou sua carreira na área de qualidade da Fiat. Sempre atuando com grandes volumes de dados, tem trabalhado nas diversas abordagens do tema, de Analytics a Business Intelligence desde quando essa nomenclatura ainda não existia. O olhar sobre dados como fonte de informação para otimizar a qualidade e os resultados das empresas se manteve ao longo dos anos e evoluiu.

As discussões sobre a gestão e organização de altos volumes de dados são recentes, com diferentes teorias ao longo do tempo sobre a forma de armazenar e utilizar essas informações. Cezar comenta perceber que o mercado tem amadurecido e percebido que não basta armazenar grandes volumes de dados sem um planejamento prévio apropriado que permita utilizá-los adequadamente quando necessário, evitando duplicidades e alocação excessiva de capacidade de armazenamento, etc. 

Um exemplo da importância da boa organização dos dados está nos grandes projetos de Data Lakes realizados por diferentes empresas. “Muitos dos projetos de Data Lake se tornaram “Data Swamps”, ou pântanos de dados, porque não contaram com um planejamento de utilização das informações ali dispostas de modo que elas acabam por estar indisponíveis ao uso efetivo”, comenta Cezar.

A disponibilidade de dados em grandes volumes é algo que veio para ficar e deve seguir crescendo de forma exponencial, e é importante que as empresas trabalhem sobre seus planos de armazenagem, consulta e utilização desses ativos de tão grande valor para os negócios.

 

Os diferentes níveis de maturidade em dados na indústria.

No Brasil, percebe-se uma grande diferença na maturidade do uso de dados entre pequenas e médias empresas. Essa divisão é mais clara por porte do que por segmento de empresas.

Em geral, independentemente do mercado, as grandes empresas já sabem há tempos que seus dados têm grande valor. Nem todas essas empresas sabem como armazená-los e utilizá-los adequadamente para gerar insights apropriados às suas necessidades de negócios, e é comum que os dados sejam disponibilizados por departamentos ou silos. 

Já nas empresas de pequeno e médio porte, que também precisam organizar seus dados e utilizá-los para a tomada de decisão, a maturidade sobre o tema ainda é muito baixa. O que é uma pena, pois conhecer o que acontece nas empresas, no detalhe, é muito importante para decidir sobre a melhor direção a se tomar. Como exemplo genérico, há situações nas quais se mantém produtos no portfólio por apego histórico sem saber que suas margens são negativas no mercado e esse é um tipo de informação essencial para o negócio decidir como tratar esse produto e seu papel no portfólio.

Entender os dados do negócio é crítico para a tomada de decisão mas ainda nem todos os gestores entendem essa importância. Há tanta informação disponível que não é possível restringi-la a uma única área para extrair todo o seu valor.

Historicamente, era usual que a informação se mantivesse restrita a algum departamento até como forma de controle ou de poder, numa cultura mais antiga. Atualmente, compartilhar informações entre gestores é chave para permitir análises cruzadas entre os diversos elementos de causa-efeito em uma empresa.

A capacidade cerebral humana não é capaz de controlar detalhadamente todas as informações de valor numa empresa. Compartilhar a informação é algo crescente e fazê-lo de forma estruturada, com governança de acessos, é muito importante para que os dados estejam acessíveis a todos que possam contribuir com ideias baseados em fatos de cada empresa.

Esse amadurecimento tem acontecido, é um caminho sendo trilhado, mas ainda não estamos no final da viagem. Há muita coisa para acontecer e é apaixonante, nas palavras de Cezar, participar desse processo.

 

Principais desafios dos projetos relacionados a dados e melhores práticas a seguir

Nas grandes empresas, os principais desafios se relacionam à governança dos dados. Tende-se a gerar verdades diversas, com silos de dados. Uma boa governança evita isso. Porém, o início do trabalho de tratamento de dados para estabelecer uma boa governança é muito similar à construção de uma casa, no sentido de que ninguém vê a fundação. Assim, não se sabe o que está nas bases, e com fundação fraca não se pode construir uma casa bem estruturada. Da mesma maneira, no trabalho com dados, uma revisão na qualidade da “fundação” ou na validação e governança tem bastante relevância para que se possa construir sobre isso uma arquitetura de informações consistente.

O planejamento bem feito garante segurança sobre a verdade dos dados, e as discussões futuras são técnicas em relação à forma de extração e combinação das informações. É interessante também que o planejamento anteveja necessidades futuras com olhar de 3-4 anos, até mesmo considerando migrações e evoluções tecnológicas, para facilitar evoluções do negócio ao longo do tempo.

A boa governança de dados tem papel importante também em eventos de M&A, ou Aquisição de Empresas. Se ao menos um dos lados está organizado, a captação de sinergias da fusão é bastante otimizada. 

Potência sem controle é puro caos. Os dados permitem que se conheça o que acontece no detalhe para organizar e direcionar a potência das empresas, evitando desperdícios e erros de rota.

Já em empresas menores, o problema de governança é menor pois geralmente é viável controlar fluxos de clientes de formas bastante simples. Por outro lado, a gestão financeira de forma adequada ao modelo de negócios pode agregar muito valor para que se conheçam os fluxos de caixa e outros elementos sazonais de forma automática, confiável e inteligente. E nem todas as empresas de pequeno e médio porte têm predição para se antecipar sobre problemas ou motivar seus times ao corrigir o curso das coisas.

A medição no dia-a-dia é o que faz possível comparar o realizado com o planejado, habilitando ajustes na jornada e o atingimento dos resultados com base em fatos.

 

Quais os principais requisitos de um parceiro de serviços em dados?

Cada empresa tem um ecossistema de dados e tecnologia único, aplicável ao histórico, ao negócio, à cultura de cada empresa. Assim, antes de qualquer projeto é importante que um parceiro entenda profundamente o cenário de sua empresa cliente. É como um trabalho de alfaiataria, tomando-se as medidas do cliente para customizar uma solução aderente ao que ele precisa.

Além disso, para construir dashboards e sistemas de análises para tomada de decisão é importante conhecer bem o perfil das pessoas que vão utilizar essas análises. A construção de dashboards e sistemas de BI é um trabalho que leva meses e resulta em olhares de segundos, permitindo observar indicadores chaves ao negócio de forma confiável e simples de entender para decidir. Preparar esses Analytics com foco no olhar do cliente faz toda a diferença.

 

Diferenciais da InfoStrategy como Tech Seller de Visualização de Dados e BI

A Infostrategy é uma empresa flexível, capaz de adaptar suas entregas às reais necessidades de seus projetos, que se preocupa com o usuário das informações que disponibiliza para a tomada de decisão, adequando-se à cultura de cada empresa cliente.

O Tech Buyer ideal para a empresa é aquele que quer tratar de seus dados à sua maneira, em linha com sua cultura e de forma customizada às suas reais necessidades. Não importa o porte ou o segmento do mercado, como exemplifica Cezar que já atendeu clientes das áreas de Aviação, Óleo e Gás, Saúde, Montadoras Automobilísticas, etc. O importante é saber que a Infostrategy estará disponível para ajudar a solucionar os problemas com seu expertise em dados para as reais necessidades de cada cliente. 

O time é apaixonado por dados, aporta grande experiência e terá prazer em ajudar as empresas a construir sua jornada de amadurecimento em inteligência e governança de dados.

 

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